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Desembargador Presidente do TJ/PR: Des. Oto Luiz Sponholz
Fone/fax: 0xx41 350-2000
Procuradora Geral: Maria Tereza Uille
Tel: 41 254-2414
Nesse sentido, a articulação de latifundiários para contratação de milícias privadas constituiu um fato notório e amplamente denunciado pela imprensa nacional e internacional, tornando a região noroeste do Estado do Paraná conhecida internacionalmente como uma "terra sem lei", graças à impunidade em relação aos crimes cometidos contra os trabalhadores rurais.
Além de Eduardo Aghinoni, foram assassinados na mesma região Sebastião da Maia (21.11.2000, em Querência do Norte), Sebastião Camargo Filho (07.02.1998, Marilena), Sétimo Garibaldi (27.11.1998, Querência do Norte). Diversos outros trabalhadores foram torturados, presos ilegalmente e viveram anos sob ameaças.
Até hoje, ninguém foi responsabilizado por qualquer destes fatos e, no processo que apura a morte de Eduardo Aghinoni, o Ministério Público pediu a impronúncia do único acusado: Jair Firmino Borracha, conhecido pistoleiro da região, contratado pela UDR para comandar diversos despejos.
No processo, a perícia constatou que à bala que matou Eduardo havia saído da arma de Jair Firmino Borracha, apreendida na sua posse dias depois do assassinato. Além disso, o retrato falado elaborado a partir do depoimento de testemunha coincide com a aparência física do pistoleiro, não deixando qualquer dúvida de que ele esteve no local do crime.
Ante aos fatos narrados e preocupados com a possibilidade de que este crime fique impune, pedimos que o acusado, Jair Firmino Borracha, seja julgado pelo Tribunal do Júri, para que mais um assassinato de trabalhador rural não fique impune.
Salientamos que continuaremos a acompanhar o desenvolvimento dos fatos relacionados a este processo, bem como a atuação das autoridades competentes.
(nome da organização)
(assinatura)
Nell'indagine relativa al pistoleiro, la perizia ha provato che la pallottola che ha ucciso Anghinoni proveniva da un'arma trovata in possesso di Borracha diversi giorni dopo l'omicidio. Al di là di questo, le descrizioni dei testimoni confermano la presenza del pistoleiro nel luogo del delitto.
Oltre ad Anghinoni, altri lavoratori sono stati uccisi nella regione: Sebastião da Maia, Sebastião Camargo Filho e Sétimo Garibaldi. Altri lavoratori sono stati ingiustamente minacciati, incarcerati e torturati,
Fino ad oggi nessuno è stato condannato per questi crimini.
Di fronte a questi fatti, e alla richiesta di proscioglimento per l'unico accusato del delitto Anghinoni, preoccupati per la possibilità che anche questo crimine resti impunito, chiediamo che Jair Firmino Borracha, venga processato.
Firma.
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